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Significado Bíblico

Atos 27

3 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.

Costumes da épocaAtos 27:9-12

O jejum que marcava a data: como Atos 27 revela a época do ano da viagem de Paulo

A caminho de Roma como prisioneiro, o navio de Paulo perde tempo precioso, e Lucas registra um detalhe aparentemente pequeno: 'e passado já bastante tempo, e sendo a navegação agora perigosa, porque já tinha passado o jejum'. Essa referência a 'o jejum', sem outra explicação, é forma judaica corrente de indicar o Dia da Expiação, o Yom Kipur, que cai no outono, época em que a navegação no Mediterrâneo já era considerada arriscada pelos próprios marinheiros da Antiguidade. É um raro detalhe de calendário embutido no texto que ajuda historiadores a situar com mais precisão a cronologia da tempestade e do naufrágio que Lucas narra a seguir com tanto detalhe.

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Costumes da épocaAtos 27:14-17

O que era o vento Euroaquilão e por que os marinheiros cingiram o navio com cabos?

Em Atos 27:14-17, um vento violento chamado Euroaquilão (Euroclidão em algumas versões antigas) desce de Creta e arrasta o navio que levava Paulo prisioneiro a Roma. A tripulação recolhe a custo o bote, passa cabos por baixo do casco para reforçá-lo e, temendo encalhar nas Sirtes, baixa o aparelho e se deixa levar. O nome do vento é um composto que provavelmente junta o Euro, vento do leste, ao Aquilão, vento do norte, indicando uma ventania de nordeste. Os cabos eram uma técnica conhecida da navegação antiga, usada para impedir que as pranchas se abrissem sob o esforço das ondas. O relato de Lucas mostra precisão náutica e o desespero crescente da viagem.

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A promessa do anjo a Paulo na tempestade

Em meio à pior tempestade do livro de Atos, depois de catorze dias sem ver o sol ou as estrelas e sem esperança de sobreviver, Paulo se levanta e fala aos companheiros de viagem. Ele conta que, de noite, um anjo de Deus esteve com ele e trouxe uma mensagem precisa: ninguém do grupo perderia a vida, embora o navio se perdesse. A promessa distinguia o que Deus assegurava, as pessoas, daquilo que ficava de fora, a embarcação.

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