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Significado Bíblico
Ilustração da categoria Leis que não valem mais

Leis que não valem mais

Tecidos misturados, alimentos proibidos, marcas no corpo. Entender por que essas regras existiam é o único caminho honesto para discutir se, e como, elas alcançam o leitor cristão hoje.

22 explicações publicadas · página 2 de 2

Leis que não valem maisDeuteronômio 21:10-14

Um mês de luto antes de qualquer coisa, e proibido vendê-la depois

Tomar mulheres como despojo de guerra era prática corriqueira em todo o antigo Oriente Próximo, sem regulação alguma sobre o corpo ou a dignidade da mulher capturada. A lei de Deuteronômio 21 não cria esse costume — ele já existia e continuaria existindo fora de Israel — mas o cerca de limites que não tinham paralelo documentado nas nações vizinhas: um mês inteiro de luto obrigatório pelos pais dela antes que qualquer relação pudesse ocorrer, e, mais notável ainda, a proibição expressa de vendê-la como escrava se o israelita, depois, não quisesse mais ficar com ela como esposa.

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Leis que não valem maisDeuteronômio 21:15-17

A lei que protege o filho da esposa que o marido preferia esquecer

Um homem com duas esposas — uma amada, outra "aborrecida" ou menos amada — não podia, por mero capricho ou favoritismo, transferir o direito de primogenitura (herança dobrada) do filho mais velho, nascido da esposa menos amada, para o filho da esposa preferida. A lei protege o direito objetivo de nascimento contra a preferência subjetiva do pai.

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Leis que não valem maisDeuteronômio 25:5-10

Cuspir no rosto de quem recusava levantar o nome do irmão morto

Se um homem casado morresse sem filhos, seu irmão tinha o dever de casar com a viúva e gerar, com ela, um filho que "levantaria o nome" do falecido — perpetuando sua linhagem e, na prática, garantindo à viúva um lugar seguro na estrutura familiar e econômica de Israel. Se o irmão se recusasse, a lei previa um ritual público de rejeição: a viúva o descalçava diante dos anciãos e cuspia em seu rosto, e ele passava a ser conhecido como "a casa do descalço" — vergonha social pública e duradoura.

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O teste do velo de Gideão foi um ato de fé ou de dúvida?

Gideão já havia recebido um chamado direto de um anjo, visto fogo consumir uma oferta sobre uma rocha e sido revestido pelo Espírito antes de convocar o exército contra Midiã e seus aliados. Mesmo assim, pede a Deus mais uma confirmação: um velo de lã molhado de orvalho enquanto o chão ao redor permanece seco e, no dia seguinte, pede o teste invertido, com medo de estar irritando a Deus ao insistir duas vezes na mesma noite.

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