sábado, 19 de setembro de 2026
Dia 82 de 90 · Esperança sem data marcada
O banquete que devora a morte
Isaías descreve uma cena de fartura: no monte Sião, o Senhor prepara um banquete de carnes gordas e vinhos finos, bem purificados. Num mundo antigo, um banquete de rei selava publicamente uma aliança entre quem convidava e quem sentava à mesa — e aqui a mesa está aberta a todos os povos, não só a Israel.
No meio da festa, o profeta muda de imagem sem avisar: Deus vai rasgar o véu de luto que cobre as nações, e "devorará a morte para sempre". É um verbo violento e cotidiano ao mesmo tempo — o mesmo de comer — aplicado à própria morte, como se ela virasse o prato, e não quem serve o banquete.
Depois vem o gesto mais simples do capítulo: Deus enxuga as lágrimas de todos os rostos. Não com um discurso sobre por que se chorou — só a mão, no rosto, tirando o que estava ali. Paulo cita essa promessa falando de ressurreição, e o Apocalipse repete a imagem das lágrimas séculos depois: sinal de que a igreja sempre leu esta cena como o fim, não como poesia.
Oração de hoje
Deus, eu carrego luto que não sei onde colocar. Se um dia a morte for mesmo devorada, me deixa esperar isso sem exigir entender como. Enquanto esse dia não chega, enxuga hoje o que você puder das minhas lágrimas.
O estudo desta passagem
O banquete no monte e o fim da morte
o que significa isaías 25:6-8, o banquete que engole a morte
Ler a explicação completaEstes textos ainda não passaram por revisão teológica. A passagem citada é o texto oficial da tradução, conferido por script.