Judeus fugidos para o Egito continuam idolatrando: por que Jeremias os alcança até lá?
Depois da queda de Jerusalém, um grupo de judeus foge para o Egito levando Jeremias contra a vontade dele, e o capítulo 44 mostra que o problema que destruiu a nação não ficou para trás na travessia. O oráculo é endereçado a comunidades específicas, em Migdol, Tapanes, Nofe e na região de Patros, nomes que provam que os refugiados se espalharam e se fixaram, recriando exatamente os mesmos cultos que Jeremias passara décadas condenando em Judá. Deus lembra a eles, por meio do profeta, a destruição já vista com os próprios olhos e pergunta, em essência, por que reproduzir o mesmo erro que provocou aquela ruína. O texto revela que a idolatria não era um problema de território, mas de coração, e por isso alcança os fugitivos onde quer que estejam.