O ultimato de Ben-Hadade: humilhação e barganha antes do cerco a Samaria
Antes de efetivamente sitiar Samaria, Ben-Hadade da Síria, à frente de uma coalizão de trinta e dois reis vassalos, envia mensageiros a Acabe com exigências escalonadas: primeiro, que toda a prata, o ouro, as mulheres e os filhos do rei sejam entregues (20:3) — e Acabe aceita. Depois, um segundo mensageiro exige que seus próprios oficiais entrem nas casas de Samaria e levem tudo que quiserem (20:6), exigência que Acabe, apoiado pelos anciãos da cidade, recusa. Esse padrão de barganha escalonada, ameaça seguida de exigência ainda maior, era prática diplomática reconhecida antes de um cerco de fato: testava até onde a cidade sitiada cederia sem lutar, e servia como teatro de humilhação pública para o rei vassalo, antes que qualquer soldado precisasse morrer.