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Significado Bíblico

Romanos 6

3 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.

Teologia densaRomanos 6:3-4

Sepultados com Cristo pelo batismo

Romanos 6 responde a uma pergunta que Paulo mesmo levanta: se a graça aumenta onde o pecado abunda, por que não continuar pecando? A resposta lembra o que aconteceu no batismo dos leitores. Paulo escreve: "todos os que somos batizados em Cristo Jesus, somos batizados em sua morte" e "estamos sepultados com ele pelo batismo na morte". Para ele, batismo não é primeiro um rito de purificação, mas identificação real com a morte de Cristo.

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Servos da justiça: por que Paulo usa a escravidão como metáfora da salvação

Em Romanos 6:16-18, Paulo diz que toda pessoa é escrava de algo: do pecado, que leva à morte, ou da obediência, que leva à justiça. Ele usa a instituição da escravidão romana, bem conhecida por seus leitores, como figura para descrever a mudança de senhor que ocorre na conversão. Não se trata de elogiar a escravidão, mas de aproveitar uma relação jurídica que todo romano entendia na prática: um escravo pertence inteiramente a um senhor e obedece a ele. Paulo aplica essa lógica à vida moral, afirmando que ninguém é neutro, todos servem a algum poder, e que os romanos cristãos trocaram de senhor, do pecado para a justiça, e agora devem obediência de coração à nova condição em que foram colocados.

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Teologia densaRomanos 6:23

“O salário do pecado é a morte”: por que Paulo fala em salário e em dom?

Romanos 6:23 é um dos versículos mais citados na evangelização, mas o contraste que ele monta costuma passar despercebido. Paulo escolhe a palavra grega opsonion, que nomeava a ração e o soldo pago ao soldado, para dizer que a morte é o pagamento devido a quem serve ao pecado. Na segunda metade da frase ele troca o vocabulário: a vida eterna não é salário, e sim charisma, um dom gratuito que se recebe em Cristo Jesus. O versículo fecha o argumento do capítulo 6, em que Paulo mostra que ninguém serve a dois senhores. Ele não descreve um Deus que se compraz em punir, e sim aonde leva a servidão ao pecado e o que a graça oferece no lugar.

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