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Significado Bíblico

Levítico 25

3 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.

Leis que não valem maisLevítico 25:1-7

A terra também descansava: um ano em sete, sem cultivo

A cada sete anos, toda a terra de Israel deveria descansar: sem semear, sem podar videiras, sem colheita organizada — apenas o que crescesse espontaneamente, disponível para todos comerem, incluindo servos, estrangeiros e até os animais. É a lei do shemitah, o ano sabático da terra, distinta do jubileu (que ocorria a cada cinquenta anos e envolvia devolução de terras e libertação de escravos, já tratado em outro verbete deste acervo).

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O que era o ano do jubileu?

A cada cinquenta anos, segundo a lei, as dívidas se anulavam, os escravos por dívida eram libertados e cada família voltava à terra que havia perdido. Uma reinicialização econômica inteira, marcada por som de trombeta no Dia da Expiação.

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Textos eticamente difíceisLevítico 25:44-46

A Bíblia permite escravidão perpétua de estrangeiros?

Levítico 25 estabelece as leis do ano do jubileu. Nos versículos anteriores (39-43), a lei já havia determinado que um israelita empobrecido, vendido por dívida a um parente mais próspero, não deveria ser tratado como escravo, e sim como trabalhador contratado, sendo libertado no jubileu. Os versículos 44 a 46 tratam de um caso diferente: servos comprados entre as nações vizinhas ou entre os filhos de estrangeiros que já viviam em Israel. Esses podiam ser adquiridos como propriedade permanente, transmitida como herança aos filhos, sem direito à libertação automática do jubileu.

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