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Significado Bíblico

Ezequiel 17

2 passagens difíceis neste capítulo, explicadas com contexto histórico, línguas originais e as leituras cristãs que disputam o sentido.

ParábolasEzequiel 17:3-4

As Duas Águias de Ezequiel 17

Deus manda Ezequiel contar "um enigma" e "uma parábola" à casa de Israel: uma grande águia arranca o mais alto ramo de um cedro do Líbano e o leva a "uma terra de comércio", a "uma cidade de mercadores". Ali ela planta uma semente junto a muitas águas, que brota como vinha baixa. Depois surge outra águia, e a vinha volta suas raízes para ela, buscando mais água.

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ProfeciaEzequiel 17:22-24

O ramo messiânico escondido dentro de uma fábula política

Ezequiel 17 conta a fábula política das duas grandes águias, representando Babilônia e Egito, e um cedro cujo topo é transplantado e depois se transforma numa videira rasteira que se volta para a águia errada, numa alegoria sobre a aliança quebrada entre Judá e Babilônia por meio do rei Zedequias. No fim da parábola, porém, o tom muda: Deus mesmo toma um broto (17:22, tsammeret) do topo do cedro e o planta num monte alto e sublime de Israel, onde ele cresce e se torna um cedro magnífico, abrigando toda espécie de ave. A maioria dos comentaristas lê esse broto final como promessa messiânica davídica, retomando a linguagem de ramo usada também em Isaías 11:1, um lampejo de esperança dinástica plantado no meio de uma fábula sobre a falência política dos reis humanos de Judá.

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