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Significado Bíblico

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Dia 37 de 90 · As parábolas que não fecham

A colheita impossível

A pergunta mais comum diante desta parábola é: qual terreno eu sou? Jesus mesmo explica os quatro solos, alguns versículos adiante, e isso parece autorizar a pergunta. Mas ela transforma a história num exame de consciência, e o final da parábola não está ali.

O final está na colheita. Três quartos da semente se perdem — comida pelas aves, queimada sem raiz, sufocada pelos espinhos —, e mesmo assim o que nasce na boa terra rende cem, sessenta e trinta por um.

O número não é exagero poético. Numa lavoura da Palestina do primeiro século, uma safra boa devolvia sete ou dez vezes o que se semeou. Cem por um era, para quem ouvia, um resultado que a agricultura normal não dava — mais parecido com milagre do que com boa administração.

Talvez a pergunta certa não seja qual terreno eu sou, mas o que fazer com um semeador que planta sabendo que vai perder três quartos do que lança, e ainda assim conta com uma colheita que nenhuma conta explica.

Oração de hoje

Deus, eu queria saber que terreno eu sou, e talvez nunca tenha certeza disso. Ainda assim escolho confiar num semeador que planta sabendo do risco. Se hoje eu for pedra ou espinho, não me deixe desistir de virar terra boa. Espero a colheita que eu não consigo calcular.

O estudo desta passagem

A parábola do semeador é sobre qual terreno eu sou?

O que a parábola do semeador realmente ensina?

Ler a explicação completa

Estes textos ainda não passaram por revisão teológica. A passagem citada é o texto oficial da tradução, conferido por script.

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