domingo, 10 de maio de 2026
Dia 40 de 90 · As parábolas que não fecham
A separação vem depois
A rede desce ao mar e recolhe toda espécie de peixe — não escolhe, não separa, arrasta o que estiver no caminho. A separação só acontece depois, na praia, quando a rede já está cheia.
O texto marca isso com cuidado: "quando está cheia", os pescadores se sentam e recolhem os bons, descartam os ruins. E na explicação que Jesus dá em seguida, quem separa os justos dos maus, ao fim da era, são os anjos — não os pescadores, não a igreja, não quem está lendo isto agora.
É tentador usar esta parábola para justificar juízo antecipado: eu decido quem é peixe bom. O texto faz o oposto. Empurra a triagem para o fim, e tira a tarefa das mãos de quem pesca. O desfecho descrito é duro — fornalha de fogo, choro e ranger de dentes — e não há como suavizar isso. Mas a hora e quem julga não são nossos.
Oração de hoje
Senhor, eu tenho pressa de separar quem está certo de quem está errado. Me lembra que essa tarefa não é minha, e que a hora não chegou. Que eu lance a rede sem virar juiz do que ela traz.
O estudo desta passagem
A parábola da rede autoriza separar os bons dos maus agora?
O que significa a parábola da rede lançada ao mar?
Ler a explicação completaEstes textos ainda não passaram por revisão teológica. A passagem citada é o texto oficial da tradução, conferido por script.