O catálogo de incesto e exploração atribuído aos príncipes
Ezequiel 22:6-12 acumula, num só bloco, acusações sexuais e sociais contra a elite de Jerusalém. O profeta diz que os 'príncipes de Israel' usam seu poder para derramar sangue, desprezar pai e mãe, oprimir o estrangeiro, maltratar o órfão e a viúva, e cometer relações incestuosas com parentes próximas — nora, irmã, sobrinha — além de violar mulheres menstruadas, prática proibida em Levítico 18 e 20. A lista termina com suborno, juros abusivos e extorsão. O efeito literário é cumulativo: cada verso soma uma nova violação, sem transição suave, mostrando que a corrupção de Jerusalém era sistêmica, atingindo a vida familiar mais íntima e as estruturas econômicas mais públicas da cidade.